Tuesday, February 17, 2009

cansado de
se
ferir, resolveu
tornar
pro lado que

fere

(fazendo de conta que as duas coisas são tão diferentes assim)

para
pôr fim
na cantoria, decide
se tornar a audiência
calada

... (um lado finge que diz, outro finge que ouve;

mas no fundo estão fazendo isso mesmo)



[dá serie "eu gosto do óbvio, eu acho" - parte '03']

Saturday, February 14, 2009

up there

agora há pouco houve um tempo:
pessoas que se amavam se procuravam versos para dar-lhes umas às outras
Sofia saía de manhã pra colher gotas de chuva, exclamações e comprar pães
A parte boa do dia, sempre, ela dizia por debaixo de um meio sorriso
A tarde e a noite e a madrugada era o corpo inteiro dela que chamava
O universo que se reduzia à atómo para acarinhá-la e tê-la consigo
E os dois se guardavam, para si, para ti, para que o resto do mundo tivesse ainda sentido
A cada manhã que levantassem para continuar vivendo o tempo que lhes restavam
Então que Sofia saía de manhã, colher gotas de sereno e lágrimas, porque era muito bom
e triste que a vida estivesse tão cheia nela, antes que cheia de si, cheia no céu que caía na chuva, na gravidade, no meteorito, na nuvem e na névoa, na luz de sol e radiação lunar
Triste porque... porque sei lá, tem sentimentos que são tão grandes e sem nome que o melhor é dizer que são o que não são, fiapos de velha fantasia vazando sob a cama em pedaços de carne de um velho monstro já extinto
A vida que estava com tempo o bastante para ter tempo de sobra e gastar sua vaidade pura, desespero quieto, poesia eunuca, e ansiosa de despejar seu desejo cego e sincero sobre o(s) que amava.
E então Sofia saía de manhã sem pensar quantas manhãs seriam daqui pra frente, ou daqui pra trás, ou daqui pra cima... Sofia saía e queria muito que o resto do mundo saísse também.

Sunday, February 08, 2009

quiçá

e para quem chora para se lembrar que não é mais preciso sofrer
eu leio uma história de dentro de uma garrafa vodka
dum papiro que eu mesmo rascunhei em uma vida retrasada
que me insinuava que viver é a melhor solução para a vida
mas disso tenho tantas dúvidas ainda... tanta-tanta que é mais seguro me perder
e tenho vindo por esse caminho torto cheio de atalhos que me mais me atrasam
matando sede com água de pombo, e abraçando estátuas de pedra mijadas e pixadas
de praças que eu sei que ninguém visita em finais de semana
pelo o que sei o teto lá de casa era azul até outro dia
e o céu que era feito de lajes acimentadas e de amontoados de água de chuva
mentira, mal tenho tempo de amar e transar, quanto mais de ter comigo as coisas que eu quero
e que eu quero, eu quero é beber pra esquecer, só que só consigo lembrar e contrapôr
substantivos opostos, antônimos, e dizer que isso e aquilo é poesia
e dizer com conjuções conectivas que o mundo é o que eu digo e o que eu vejo
quando que mais sou uma barata, uma baratinha vagabunda viciada em Raid
tentando entender de uma vez por todas porque as estrelas ficam bilhões de anos
queimando e fundindo em seus núcleos hélio e hidrogênio

(e o que eu quero? eu só quero amar, porra
quantas vezes vou ter que repetir?)


Saturday, January 31, 2009

q

se inexistisse a identidade?
se a necessidade do isso e aquilo fosse desespero clínico psiquiátrico tratável
ou doença erradicada
se o meu e teu fosse nem nosso nem del
fosse infinito qu'eu quero
fosse deslocado onde estou
incógnita insolúvel a certeza e beijo à três o descaso que faço de ti agora
por sermos diferentes

que restos de eternidades seriam essa noite e as quarta-feiras-não-sextas
que incontáveis, inrotuláveis canções cantaria em sacadas, quartos, terreiros
que sonhos pariria sob quantas árvores, colégios e celeiros
que misturas heterogêneas amaria num mesmo abraço
onde guardaria meu medo de amar
se amasse tudo

quê seria eu, se amasse tudo.
quem seria eu se amasse o que

Monday, January 26, 2009

10 e meia

e hoje em dia o que que é que te abriga
se está prestes a chover ácido e coca-cola do céu
você corre prum teto e abraça seus lençóis pingados de suor
ou extende as mãos pros céus e diz "sou bem maior do que pensas, viu?"?

(páre de rir pois agora sei onde está se escondendo)
fique longe de mim
dê uma sapatada no abajur
e esteja perto outra vez de vez

hoje em dia o que te abriga é a dúvida?
vou te dizer que acho que ainda preciso entender o que sinto por você, tá?
mas fique calma, terei menos certeza se às 11 e meia da manhã vai estar claro
do que disso

então, hoje em dia o que te abriga é o que enlaçamos agora?
espero que isso seja um bom sinal



.é

Wednesday, January 14, 2009

Estava pensando hoje de manhã... pr'onde aqueles pássaros vão? E as baratas que entram pelo ralo do banheiro, onde elas dormem e escovam os dentes? Tem tanta coisa sem importância que me encho a mala às vezes, e tem tanta coisa que eu... na verdade devo me infernizar com quase tudo. Aquele pássaro verde e amarelo (estilo Copa de 70) de outro dia por exemplo. Pousou por uns segundos no varal de casa, o vi pela janela enquanto eu bebia água na pia da cozinha. Ele o tempo inteiro tentava alçar vôo para algum lugar y que ele havia esquecido qual seria, porque parecia que ele simplesmente desconhecia onde estava. Tentava, se perdia bem no meio do impulso e acabava por voltar no ponto inicial. Fazia isso repetidamente, parecia um Ioiô, aliás, ainda existem Ioiôs? As crianças devem brincar de outras coisas hoje em dia, tipo desespero e terrorismo. Mas voltando ao pássaro, acho que fiquei cerca de 20 minutos vendo até onde a sua sorte o levaria. Cheguei a pegar um banco pra sentar e observá-lo com mais conforto. Só que o telefone tocou, e eu fui atender, e, claro, desviei minha atenção para outras coisas. Só lembrei novamente de sua existência horas e horas depois, ao me deparar com a cadeira vazia no meio da cozinha, em mais uma das minhas incursões em busca de H20. Olhei novamente para o varal sem roupas, e não havia nenhum passarinho ali. Me pergunto agora se ele caiu duro e morto de tanto tentar chegar aonde queria, estando agora em processo de decomposição, ou se conseguiu. Conseguiu? Nunca sei quem conseguiu nada. As pessoas conseguem coisas também? Sempre penso em corpos putrefados, em primeiro lugar. (Depois vou dar uma olhada no quintal do vizinho e ver se acho algum cadáver.)

As baratas me intrigam. Em dias frios você quase esquece a existência delas. Pensa em caramujos pendurados na veneziana de suas janelas (e em porque diabos eles escolhem lugares tão peculiares para tirar uma naninha), pensa em assistir novela das oito (ou nove?) pra ter assunto com a trocadora de ônibus, pensa cortar as unhas, porque elas já estão engaixando entre as teclas do teclado do seu computador, pensa em continuar a escrever aquele livro sobre monges australianos e pedófilos, pensa em sair na rua e ser atropelado, enfim... Menos nelas. E elas surgem em dias de calor tão naturalmente quanto a gravidade jogará minha barriga pra baixo daqui uns anos. Da última vez eu vi, inclusive, a tampa do ralo se mover, e se fechar para trás, enquanto um desses indivíduos passava à velocidade da luz (na verdade li uma vez, usando minhas horas vagas para ler sobre baratas na enciclopédia, que se elas tivessem o tamanho de um homem correriam 150 km por hora. Weird.) Tentei contornar o problema com um tijolo, e só deus sabe como, elas passam por debaixo dele, se materializando aos poucos do lado de fora. Conclui que as baratas são paranormais, alheias à qualquer coerção social, tem poderes psiquícos, se teletransportam, voam como jatos supersônicos, emitem raios ópticos destrutivos de calor, e nunca vão desaparecer. Tá, em parte eu devo sentir um pouco de inveja.

Meu quintal tem uns esquilos também, que volta e meia entram pela famigerada janela da cozinha. De lá pegam alguma coisa do fruteiro, geralmente frutas (dã), claro, sem deixar derrubá-lo e espalhar as coisas chão a fora. Uma vez um deles veio e dormiu na minha estante de livros, e certo dia, à procura de um livro do Dostoievski, eu vi... Tá, é sacanagem, não há esquilos na droga do meu quintal, e tãopouco eles entram na minha casa, conseqüentemente (com trema mesmo). Mas eu queria de fato que isso acontecesse. Porque sei lá. Eles são rápidos, e comem nozes, e eu adoro nozes... tá, não me olha com essa cara, não tenho deficiência mental, é sério! Acho eles especiais. A beleza involuntária, a vida natural em florestas temperadas, hiperatividade compulsiva, moradia em buracos de casas de árvore, escalar dezenas de metros todos os dias, e, dependendo da espécie, a incrível capacidade de voar (pelo menos reza a lenda)! Na próxima vida eu arranjo um requerimento e nasço esquilo.

Quando acordo tenho certeza do quero e de onde estou. E os gafanhotos que vi outro dia na televisão, sendo esmagados contra a hélice do avião, daqueles E-16 ou alguma sigla do gênero, tipo antigo, adoram me vir à mente com seus três pares de pata e asas. Uma manhã de sábado, você sai de casa em busca de alimento para si e sua família quando uma máquina de metal gigante atrevessa teu caminho te trudidando em incontáveis pedaços. Bem em dias assim que eu não me sinto melhor que inferno algum nesse mundo.

Será que há fila de espera para o requerimento de esquilos?

Thursday, January 08, 2009

como dizia, eu

vou te abraçar até desconhecer quem é quem

vou gritar até meu grito soar como meu

vou esquecer até minhas memórias serem as de outros

vou cantar até minha voz ter vida própria, ter pernas e correr

vou pular até a gravidade desistir de mim

vou anoitecer até as estrelas serem quem eu quero

e vou ensejar até serem estas cadentes e pegá-las com o peito

vou suar até ver oceano

e vou lagrimar até me crer oceano

então, uma vez  lágrima, serei uns vários lampejos de esperança atmosfera à fora 

e vou voar até despertar ou adormecer de vez





Monday, January 05, 2009

a parte de mim da qual estou mais cansado é tudo

Thursday, January 01, 2009

yep

we'll make it right when there'll be nothing left to fix

começando por agora

Wednesday, December 31, 2008

.

demo tape 06

eu devo ainda ser muito do que eu não quero ser mais

mas estar ciente disso deve ser um bom começo

eu acho

espero

Thursday, December 25, 2008

nd n

demo tape 05

c'ainda quer saber porque isso dói?

isso dói porque ainda quer saber

Monday, December 22, 2008

assim

demo tape 04

hora de partir
está em casa ainda
despedida sem tanta saudade
acumulando-se em tufos de poeira pelas vielas sem varrer.

meu lado que grita desaprende de ver do céu as coisas que ele precisa ver para estar aqui
rezaedesesperaaindaassimcontudo, para as estrelas que... não faz idéia se tem nome
ele diz com tanta certeza que não quer mais que me convence por um segundo negativo
daí lembro que isso não existe

hoje cedo chutei as paredes do quarto até aranhas caranguejeiras caírem do teto e



e foi então que eu descobri que eu não sabia mais o que dizer, e, naquele ponto. eu resolvi parar de sentir saudade daquilo, para sentir saudade disso.

Saturday, December 20, 2008

quase randômico

demo tape 03

a minha alma está em partes
partes diferentes que guardo conforme quero errar
partes iguais tingidas, e que eu quero dividir

eu queria mesmo era que a minha alma
estivesse em toda parte
que eu queria estar
mas até lá, eu vou estar separado e separando
me e os dias que quiser gritar
digo, esquecer o que eu vier a gritar

(as frases que guardo estão em parte de mim também
as que ouvi dizer e as que fí-lo eu mesmo
essas sim estão espalhadas pelo ar
que as vezes ainda tento respirar
essas sim estão por toda parte
no abraço que faço você dar por mim
saudade que digo que os outros sentem
ah, tão pouca verdade eu tenho carregado
e digo que estou bem, que estou bem
mesmo que esteja, querendo dizer
com diferentes letras e idéias
que o mundo inteiro eu queria ter
querer que o mundo inteiro tivesse um pouco mais
de gente do que eu, você, ela, ele
porque quem sabe assim...
quem sabe assim):

fechei a hora e a parte errada, como sempre

Monday, December 15, 2008

cansei

demo tape 02

sua voz só faz sentido
se está frio e tarde e ruim
ma'disfarça e vamos dobrando esquinas
e bilhetes, e vamos colhendo
o que temos:

o que quis ontem
o pedaço era outro
o que eu mesmo está lá
aqui nunca

e eu sei que digo e disfarço mas
faça o contrário ou o que quiser
faça nada, é segredo agora
está frio e tarde e ruim
e a última coisa que quero é fazer sentido

Monday, December 08, 2008

prelúdio

demo tape 01

vou te dizer umas histórias e pouca verdade você irá tirar delas. só
espero que quando a hora chegar, saiba você que eu escondia, sim,
principalmente as coisas que eu sabia que me custariam muito. as que me
seriam deveras complicadas de proteger, eu enterrei, e as que ainda
estão por aqui, escondi tão bem que nem me lembro mais onde estão.
as coisas que eu vou dizer aqui são segredo até para mim mesmo, e vão
continuar assim até eu realmente ter vontade (e entenda isso como
capacidade, em sentido de limitação mesmo) de dizê-las.

Thursday, December 04, 2008

eu desespero
tu desesperas

eles esperam

Monday, November 17, 2008

2 terceiras Pessoas

hoje eu acordei e lembrei que você em breve vai embora. em breve esses quarteirões que nos separam serão um céu inteiro ou punhado de 50 kg de terra e alguns milímetros de madeira. enquanto essa fina brecha de janela deixa o ar úmido e frio da chuva que caiu há pouco bater no meu peito descamisado, e fico aqui pensando que agora são um quilômetro ou dois que nos separam, e que amanhã de manhã serão apenas uns metros, e que em alguns segundos ou minutos do dia nossa distância será resumida à camada externa que separa os meus átomos dos seus. e lembro a cada sílaba que escrevo nesse papel que essas coisas são temporárias, e que daqui a pouco isso será muito ma... e eu entendo a sua mágoa e dividimos a saudade que passou dos tempos que éramos nós que dizíamos "agora é minha vez". falo de lembrar... e penso no dia que só que terei de você imagens esparsas de uns momentos bons e ruins, de um bolo que deixei cair na grama, de uma boca sangrando o que nem sei mais, de sons aleatórios de você resmungando uma canção ou de eu te gritando para sair de perto de mim, ou eu te mandando calar a...

...

as nuvens se formam e chovem em cima de mim e me pego falando em voz alta, achando que você estará atrás da porta esperando eu te dizer para sair de uma vez. o quarto está vazio, e a televisão está ligada para ninguém assistir. as coisas estão organizadas finalmente após milênios, só para quando você voltar de uma vez novamente, e eu espero que ainda não seja a última, e que ainda hajam muitas e muitas, mesmo sabendo que um dia só o que vai voltar são as más impressões, meu nome que ouvirei sem ninguém ter me chamado, o telefone tocando sem... eu me pego assim com os braços doendo e a cabeça fumegando cansaço e dor, e encaro o teto vezes o suficiente para me certificar de que ele será o mesmo pelas próximas horas. começo a suar, ainda que esteja, como disse, frio, e que as janelas estejam sempre abertas, e vou tirar comida da geladeira para fechá-la logo em seguida, afim de ter a sensação de no momento que eu bato a porta dela, será você virando a chave e trancando a rua do lado de fora. aumento o volume do aparelho de som, e começo a cantar distraidamente, ainda que em momento algum eu realmente esqueça totalmente de mim ou de você. eu realmente espero a cada instante tomar um susto com você já trocando de roupa e rindo da minha cara enquanto banco a retardada me fazendo de Janis... só que dessa vez sem sustos, ok?

...


e eu te digo bom dia, e você está se encaminhando para o outro lado da sala, com alguma cara que me é desconhecida e planejo te perguntar o que é mas desfaço a pergunta. a semana se passa e a sua cara se repete e as perguntas continuam se desfazendo. eu te pego pela mão e sorrio, e lembro que você sequer veio hoje. dou de cara com os braços vazios à sua porta e digo que não vamos mais matar aula para sua mãe, e que sinto muito, sem saber o que sentir. porém, parece que foi você que tinha aberto, e foi você que disse "eu também". foi para o seu quarto que fomos assistir desenho animado, e a sua mãe só bateu a porta trazendo pipoca e guaraná. e na hora da saída te pergunto dele, e você diz que jamais, e juntas repetimos, "jamais", conforme nós vestimos nossos casacos de novo, e você me promete guardar segredo, e eu prometo e guardo. e nos juramos abraços que saberíamos negar no futuro, ainda que você tenha se saído muito melhor que eu quanto a...


...


o telefone quer tocar, e eu sei. eu penso em ligar para ela, ainda que sejam anos sem notícias. os anos de silêncio que eu insisto em esconder aqui. de quando guardávamos juntas o que temíamos e cavávamos, e enterrávamos juntas nos nossos quintais o que tínhamos de mágoa e desespero. agora me é impossível medir o quê e o quanto nos separa. eu grito para dentro tão rouca o que quero dizer pra ela, que me arrependia de ter implodido tantas pontes e cartas, e que se você se for eu só terei a ela, e às vezes acho que ela deve ter me esquecido, embora saiba que isso seja impossível. por mais que eu merecesse. e eu acho que sempre vou precisar del... e você não chega e eu começo a te odiar. e à essa altura eu realmente já estarei te odiando. ainda mais do que eu o faço agora e muito menos do que você mereceria. e os telefones passam as próximas semanas e meses sem tocar, e eu enfim já tinha desistido.


...


queria que você estivesse aqui. ele nunca.


...


eu acordo nessa manhã lembrando que daqui a pouco você não estará, e sinto uma saudade com gosto de desespero. um desejo com angústia e pressa de aproveitar e estar aí contigo e de ter perdoados, em um abraço, de antemão, os pecados que eu sei que lhe vou cometer nos próximos anos. sinto que quando te ver eu aproveitarei de forma fútil, inconseqüente e medrosa o tempo que tivermos, e vou lhe dizer "não" vezes demais. e agora-agora? o que posso querer é que você esteja dentro de mim até a consciência de quem eu sou se apague completamente. eu acho.


e, e eu acho que acho que é só saudade. e espero mesmo que seja só.

Monday, November 10, 2008

eu acho

na verdade eu acho que poesia é uma coisa meio espiritual mesmo. uma questão de não estar aqui, mas lá, ainda que se esteja aqui, factualmente falando. comungar consigo mesmo e assumir que o que se está contemplando ou almejando atingir não é nada em específico... à não ser a paz que se sente quando percebemos que não é preciso dizer nada.

Tuesday, November 04, 2008

Que cada vez que acordo eu juro eu posso jurar
Que um dia faz de mim o que quer e eu quero
Que desesperei e com amor teu vício amei
Que luz e luz são vida e eu e você é sorte

Que bom era o que já passou eu já sabia estar passando
Que pesei às minhas costas menos do que pesaram às suas
Que nuvem cai quando quero um céu distante de quedas
Que dia faz que eu soube um sim sem saber o que então fazer

Que toda vez que eu durmo eu posso prometo uma última vez
Que o dia fez de mim o que quis e eu nem
Que exasperei e sem esperar eu te esperei
Que luz e luz apagam com o eu e você

Wednesday, October 29, 2008

procurando o que dizer

se os próximos segredos que vou contar

são secretos o bastante